Dia das Crianças – dia de gratidão

No começo desta semana, Alcides Mafra de Iphoto Editora perguntou-nos sobre a nossa razão de fotografar as crianças, sobre desafios desse ofício e seus encantos. Escrevemos uma curta reflexão para a matéria dele, mas nem por isso o assunto encerrou. Pelo contrário, suscitou uma série de pensamentos e trocas entre nós dois a respeito do nosso fazer fotográfico com as crianças.

IMG_0870Antes de tudo, é difícil expressar a satisfação que tiramos dos encontros fotográficos com os mini modelos, especialmente porque eles não se comportam como tais. As crianças não conseguem se controlar – controlar as emoções, dirigí-las, mantendo as feições desejadas estáveis, assim como o fazem os adultos. Crianças na sua pura necessidade de viver o presente, e só o presente (as vezes confundimos isso com a falta de paciência :)), buscam realizar seus desejos imediatamente. Com elas não funciona: “Espera aí querido, agora vamos sorrir para a câmera e logo depois você vai brincar”. Se você deseja capturar a essência da criança, você precisa primeiro entrar no mundo dela e realizar esse trabalho dentro da brincadeira, a partir das regras que os próprios pequenos ditam. Regras um tanto variáveis, distintas para cada um deles e imprevisíveis no seu cumprimento, ilógicas até para a nossa racionalidade. Mas graças a elas, somos tirados do conforto e enxergamos, claramente, a falta de controle que temos sobre o momento. Mas atenção, não se trata de seguir a criança no seu fazer, porque elas não permitem isso, questionam a presença do outro e, por mais tímidas que sejam, querem se relacionar, descobrir esse desconhecido que os observa. Pode até parecer mais difícil do que a comunicação direta com os adultos, mas podem ter certeza, é também mais divertido e, de certa forma, libertador, não somente porque a cada encontro lembramos da imensa diversidade que é a raça humana, mas também porque nos damos conta de que o controle que sentimos na vida e do qual temos taaanta necessidade é pura ilusão.

As crianças nos mostram o caminho da simplicidade, do encanto com a sombra que o próprio corpo desenha, com a pipa que se mantém no alto, com a brisa do mar batendo no rosto. Sensitivas, curiosas e sempre entregues por completo ao instante vivido, elas são as bússolas que apontam para o caminho da realização. Vivenciar os encontros com elas é uma dádiva. Nossa imensa gratidão a todos os país que têm nos proporcionado estas experiências! Que todos tenhamos a sabedoria de nos beneficiar da presença desses seres especiais nas nossas vidas!

Poesia feita a mão

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Embaixo da mangueira

fotografia infantil retrato de criança Brasíliaensaio de criança

Na natureza selvagem

Registro dessa família fizemos num santuário ecológico Recanto Pedra Grande. Nosso cenário foi composto por lagoas, riachos, trilhas, vegetação do cerrado e um chapadão no horizonte. A trilha sonora foi feita por pássaros, centenas deles. A pequena Isabela não estranhou nenhum elemento dessa natureza selvagem e o curioso Emanuel desbravou cada pedaço dela. Enfim, foi uma tarde linda e muito divertida.
Renata e família

La dolce vitá

la dolce vita

Doce Dia dos Pais!

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Panoptes na Polônia

Logo, logo cruzaremos o oceano para curtir, passear, rever amigos e fotografar :) Felizes e cheios de expectativas!
poland