Por trás do Panoptes estão Sávio Freire e Irmina Walczak. Um casal curioso em busca constante da felicidade cotidiana. Pais da pequena Yasmin, na fotografia modelo predileta, na vida fonte de inspiração.
Ele andou por vários caminhos até chegar a fotografia. Dependente visual e auditivo. Nómade de origem carioca e mochileiro de carteirinha.
Ela, polonesa apaixonada pela América Latina, pesquisadora da sua diversidade cultural.
“O homem vive tão imerso em um mundo cheio de imagens, que o cercam na televisão, nas revistas, na publicidade, na rede, que raramente fotografias lhe deixam lembranças. A fotografia feita pelo Panoptes é surpreendente por isso. Ela tem algo que nos faz nota-la. No mar de imagens em que estamos mergulhados, elas são capazes de criar memória em quem as vê. Talvez o maior desafio da fotografia no nosso tempo é esse: fazer-se recordável.
Duas coisas sempre me chamaram atenção no modo fotográfico deles: a ambientação e a postura das pessoas fotografadas. Nenhuma das duas é óbvia, embora a ambientação por vezes seja feita em lugares comuns e com objetos comuns. Algo nela, contudo, algo na maneira de abordar os espaços e os objetos nos faz percebê-la incomum. O mesmo acontece com a postura dos retratados, e isso é ainda mais desafiante na fotografia por depender de uma interação entre o fotógrafo e o retratado.”
Ivan de Almeida, “Fotografia em palavras”
“Irmina and Savio like to meet their clients in their homes or favourite coffee shop to discuss creative ideas around the photoshoot. They are keen to work in a fun and playful way, with humour, a sense of theatre and elements of surrealism. Far from the classical family portraiture!”
Florence Rolando, “Pirouette”